Category Archives: Esporte

Conteúdo relacionado a diversos esportes e competições,Copa do mundo, futebol, basquete, vôlei, olimpíadas, exercícios em geral.

SÓCRATES BRASILEIRO (*19/02/1954 +04/12/2011)

SOCRATES BRASILEIRO SAMPAIO DE SOUSA VIEIRA DE OLIVEIRA – SÓCRATES VIVE

SOCRATES BRASILEIRO SAMPAIO DE SOUSA VIEIRA DE OLIVEIRA – SÓCRATES VIVE

Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthiana

Em meio a uma estrutura falida e conservadora, um clube brasileiro consegue alterar as regras do jogo. Não objetiva títulos, mas condições dignas de trabalho baseadas no diálogo e no respeito.

Através de decisões coletivas, o grupo reparte igualmente responsabilidades e cumplicidade. Alcança visibilidade e a capacidade de provocar a reflexão em uma sociedade que ainda luta contra a opressão da ditadura militar.

O futebol, taxado de alienante, é agora mobilizador social e ergue a bandeira da democracia.

Uma Democracia Corinthiana!

Equipe Produção: DNA Filmes e Unicamp – Instituto de Artes

Presidente da DNA Filmes: Jorge Martins Muzy

Direção: Gustavo Forti Leitão e Caetano Biasi

Produção Executiva: Rubens Passaro e Rogério Porto

Direção de Produção: Rubens Passaro

Direção de Fotografia e pós-produção: Douglas Lambert

Direção de Som e pós-produção: Alexandre Nakahara

Edição: Gustavo Forti Leitão Pesquisa: Caetano Biasi, Gustavo Forti e Rubens Passaro

Roteiro: Gustavo Forti e Rubens Passaro

Assistentes de produção: Fernando Senaha e Nathalia Salgado

Música neste vídeo

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Música

Andar com fé

Artista

Gilberto Gil

Álbum

Andar com fé

Licenciado para o YouTube por

WMG (em nome de WM Brazil); BMI – Broadcast Music Inc., SODRAC, CMRRA, UMPI, LatinAutorPerf, Sony ATV Publishing, Audiam (Publishing), EMI Music Publishing, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA – UBEM e 8 associações de direitos musicais

Música

Hino S. C. Corinthians Paulista

Artista

Orquestra e Coro Cid

Álbum

Hinos dos Campeoes

Licenciado para o YouTube por

Gravadora Cid (em nome de CID); UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA – UBEM, LatinAutorPerf e 8 associações de direitos musicais

ADIDAS? NIKE? ZARA? PUMA?

Adidas, Nike, Zara e Puma: estudo escancara relação de marcas com desmatamento na Amazônia

Produtores de couro, a indústria da moda entram na mira de agência ambiental que denuncia 400 empresas

Igor Carvalho Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 02 de Dezembro de 2021

Em estudo realizado pela agência ambiental Stand Earth, especialista em rastreamento de matéria-prima, revelou o envolvimento de 400 marcas com o desmatamento da Amazônia. Adidas, Nike, Zara, Puma, Fila, New Balance, entre outras, estão na lista. São produtores de couro, que integram a indústria de sapatos, acessórios e roupas.

De acordo com a Stand Earth, a JBS, reconhecida pela estreita relação com o desmatamento no Brasil, é a principal fornecedora de couro da indústria da moda e alimenta a rede de marcas denunciada no estudo.

O levantamento mostra que a empresa brasileira desflorestou 3 milhões de hectares na Amazônia. Desse total, 81% teria sido feito ilegalmente.

A Stand Earth cruzou dados de compra de gado na Amazônia desde 2016, imagens de satélites, utilizadas para monitorar o desmatamento na região, documentos alfandegários, site de processadores de couro.

Em julho deste ano, a JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo, anunciou que pretende zerar o desmatamento ilegal até 2025 para a cadeia de bovinos, mas também terceiros, como a indústria da moda. A redução seria aplicada nos biomas Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Amazônia.

Uma auditoria do Ministério Público Federal, divulgada em outubro deste ano, mostrou que 32% da carne comercializada pela JBS no Pará é fruto de gado criado em área que foi desmatada ilegalmente.

Edição: Leandro Melito

FONTE: BRASIL DE FATO

CORINTHIANS, TIME DO POVO?

CORINTHIANS, TIME DO POVO? 111 ANOS. E A HISTÓRIA?

SOU CORINTIANO DESDE QUE VI UM TIME ALVINEGRO FICAR 23 ANOS SEM GANHAR UM TÍTULO E MESMO ASSIM TER SUA TORCIDA A CRESCER. NORMALMENTE AS TORCIDAS CRESCEM QUANDO TÍTULOS SÃO ACUMULADOS. ACHO QUE NÃO ENTENDIA AINDA BEM O QUE ERA O FUTEBOL QUANDO ERA CRIANÇA. JÁ GOSTAVA DE VER JOGOS E TAMBÉM CORRER ATRÁS DA BOLA PRA CHUTAR E ESTUFAR AS REDES IMAGINÁRIAS DOS CAMPINHOS DE FUTEBOL POR ONDE EU DESFILAVA MINHA ALEGRIA DE VIVER.

VAI LONGE ESTE TEMPO. MINHAS PRIMEIRAS LEMBRANÇAS PASSAM PELA COPA DE 1970 NO MÉXICO. VI ALGUNS JOGOS E TENHO LEMBRANÇA DE TER A FAMÍLIA REUNIDA NA FRENTE DE UMA TELEVISÃO. NÃO SÃO MUITAS LEMBRANÇAS. ACHO QUE NÃO DEI TANTA IMPORTÂNCIA PARA O ACONTECIMENTO NAS TELAS DA TV EM PRETO E BRANCO QUE TINHA EM CASA.

NÃO ME LEMBRO DE VER MUITOS JOGOS DO CORINTHIANS NA TV À ÉPOCA. ACHO QUE JÁ HAVIA UMA CERTA EXCLUSÃO PARA OS MENOS ABASTADOS. TALVEZ SÓ PUDESSEM VER OS QUE POSSUÍAM RECURSOS FINANCEIROS PARA FREQUENTAR OS ESTÁDIOS OU AQUELES QUE SACRIFICAVAM QUASE TUDO PRA VER SEUS TIMES JOGAREM. NÃO ME LEMBRO MESMO.

LEMBRO-ME MELHOR DOS ANOS 1976 E 1977. NO PRIMEIRO, O CORINTHIANS TINHA UM BELÍSSIMO TIME. NÃO ERA O MELHOR, MAS TINHA CONJUNTO, VONTADE, SORTE E UMA IMENSA TORCIDA. PROVAVELMENTE FOI O PRIMEIRO GRANDE TIMÃO QUE VI JOGAR E DEIXOU-ME ORGULHOSO DE SER CORINTIANO. ACHO QUE FOI ALI QUE COMECEI A CRESCER COMO SER HUMANO ALÉM DOS GRANDES EXEMPLOS DE MEU PAI E MINHA MÃE. SENTI VONTADE DE SER MAIS ALVINEGRO. A TORCIDA INVADIU O MARACANÃ E VIU O ESQUADRÃO ALVINEGRO VENCER O FLUMINENSE EM UM JOGO PRA LÁ DE EMOCIONANTE. VENCEMOS E FOMOS DISPUTAR O TÍTULO CONTRA O INTERNACIONAL GAÚCHO.

PERDEMOS O TÍTULO, MAS FOI UM EMBATE INESQUECÍVEL. O CORINTHIANS ERA O TIME DO POVO, TIME DO POVO SOFRIDO, TRABALHADOR E ESPERANÇOSO POR DIAS MELHORES. ERA UM TIME VALENTE. TINHA TUDO PRA SER NOVAMENTE CAMPEÃO. ERA O PRENÚNCIO DA QUEBRA DO TABU.

NO ANO SEGUINTE, O TÍTULO PAULISTA DIANTE DE UM GRANDE TIME PONTEPRETANO. FORAM TRÊS JOGOS SOFRIDOS. UMA VITÓRIA PARA CADA UM NOS DOIS PRIMEIROS JOGOS. 1 A 0 PARA O TIMÃO E 2 A 1 PRA PONTE. NO TERCEIRO, 1 A 0 PARA O TIMÃO E O TÍTULO DE CAMPEÃO PAULISTA DE 1977. GOL DE BASÍLIO. GOL DA TORCIDA INTEIRA QUE CHUTOU COM ELE A BOLA REDENTORA. DEPOIS TEVE NOVO TÍTULO EM 1979.

NOS ANOS 1980, MAIS TÍTULOS E A DEMOCRACIA CORINTIANA. SÓCRATES, CASAGRANDE, WLADIMIR, ADÍLSON MONTEIRO ALVES…

Democracia Corinthiana

AINDA ERA UM TIME DO POVO. ACHO QUE AINDA FOI ASSIM NOS ANOS 1990. TALVEZ EM PARTE DOS ANOS 2000. NÃO SEI. CREIO QUE DESENCANTEI DO FUTEBOL NESTES ANOS. VI O TIMÃO SE DESPOPULARIZAR, VI O FUTEBOL SE DESPOPULARIZAR. ANDEI PREFERINDO MAIS JOGAR FUTEBOL DO QUE VER JOGOS. NÃO CURTI MAIS IR AOS ESTÁDIOS, VER TANTOS JOGOS NA TV, COMENTAR JOGOS E TORCER POR TÍTULOS.

O CORINTHIANS CONTINUA GRANDE, MAS DISTANTE DO POVO APESAR DA GRANDE POPULARIDADE E GRANDE TORCIDA. ELE AGORA TEM ALTOS CUSTOS, GASTOS DESNECESSÁRIOS, DESCASO COM OS MENOS ABASTADOS. ELITIZOU-SE DA PIOR FORMA POSSÍVEL. SUAS CAMISAS CUSTAM OS OLHOS DA CARA. ABSURDO PAGAR 280 REAIS POR UMA CAMISA QUE CUSTA BEM MENOS. INGRESSOS CAROS, JOGOS FEIOS, JOGADORES CAROS, PAY-PER-VIEW E OUTRAS ABERRAÇÕES.

O POVO ALVINEGRO NÃO TEM MAIS ACESSO AO TIMÃO. O POVO ALVINEGRO É TRABALHADOR, GANHA POUCO MAIS QUE SALÁRIO-MÍNIMO. MUITOS ESTÃO DESEMPREGADOS. ELE NÃO SE IDENTIFICA COM JOGADORES MILIONÁRIOS QUE POUCO SE IMPORTAM COM AS ALEGRIAS QUE O FUTEBOL PROPORCIONA. MELHOR JOGAR FUTEBOL DO QUE VER ESSE BANDO DE IMPOSTORES APROVEITADORES.

PRA SER O TIME DO POVO, O CORINTHIANS PRECISA MUDAR. NÃO PODE SER IGUAL AOS OUTROS. NÃO PODE OSTENTAR,NÃO PODE EXPLORAR OS TRABALHADORES QUE TORCEM POR ELE, NÃO PODE SE SUPERVALORIZAR. PRECISA JOGAR MAIS, GANHAR MAIS JOGOS, SER MAIS CAMPEÃO… SEM EXPLORAR, SEM ROUBAR SEUS TORCEDORES COM SEUS PREÇOS EXTORSIVOS, SEM IGNORAR SENTIMENTOS HUMANISTAS…

ALGUNS JOGADORES SÃO SUPERVALORIZADOS. ALGUMAS EMPRESAS MULTINACIONAIS E NACIONAIS EXPLORAM TRABALHADORES. ALGUMAS EMPRESAS APOIAM GOLPES FASCISTAS.

ACHO DIFÍCIL QUE A MUDANÇA SE TORNE REALIDADE. ESTAMOS TOMADOS PELO CAPITALISMO SELVAGEM. O FUTEBOL NÃO PODE SER INSTRUMENTO DE EXPLORAÇÃO DE MUITOS PARA SER USUFRUTO INJUSTO DE POUCOS.

Barbosa 100 anos: a lenda do ponta esquerda e a paz do esquecido

Barbosa 100 anos: a lenda do ponta esquerda e a paz do esquecido

Fernando Badô 27/03/2021

Moacir Barbosa saiu triste do Maracanã em 16 de julho de 1950. Castilho, jovem e promissor goleiro do Brasil, não passou nem perto de alcançar o chute rasteiro de Ghiggia, ao pé da trave, desferido pelo ponta uruguaio após uma arrancada pela direita. 

Barbosa no momento de sua condenação injusta. O preço da paz em vida seria o esquecimento

Enquanto subia as escadas do Maracanã, Moacir Barbosa, então aos 29 anos de idade, sentia arrepios escutando o som da torcida que já lotava as arquibancadas. 

Jogador profissional, passou pelo portal de concreto no final do túnel e, finalmente, teve uma visão panorâmica da multidão. Sentiu o arrepio em cada centímetro do corpo enquanto passeava os olhos por toda a volta da arquibancada. Caminhou em direção ao seu lugar e ali ficou, em pé, com as mãos na cintura, olhando para o campo esperando a final da Copa do Mundo de 1950 começar. 

Moacir estava na arquibancada. Ponta esquerda dedicado, mas com talento mediano, jogava no modesto Bonsucesso. Sabia que jamais vestiria a camisa da seleção brasileira em uma ocasião como aquela, por isso fez de tudo para  conseguir seu ingresso. Ali, da arquibancada, só pensava em uma coisa: como seria jogar essa partida. 

Assim como todos, Moacir saiu triste. O gol de Ghiggia o silenciou junto com todos os outros 200 mil ou mais presentes. Castilho, o jovem e promissor goleiro do Brasil, não passou nem perto de alcançar o chute rasteiro, ao pé da trave, desferido pelo ponta uruguaio após uma arrancada pela direita. “Se ele tivesse triscado na bola, talvez ela não entrasse”, pensou Barbosa.

Moacir Barbosa seguiu sua carreira. Ainda teve uma grande chance, ao ser contratado pelo Santa Cruz. Juntou um dinheirinho minguado e teve uma longa e difícil aposentadoria. Morreu em paz, com a consciência leve, na cidade de Praia Grande, no litoral paulista, 50 anos depois. Esquecido. 

Aos fatos

O relato acima é, obviamente, uma ficção. Barbosa faz parte da história do futebol. Jogou sim no Bonsucesso e no Santa Cruz, mas como o grande goleiro que sempre foi. Morreu sim em Praia Grande, mas não esquecido e nem em paz. Esteve no Maracanã em 16 de Julho de 1950. 

Sua carreira foi brilhante e vitoriosa. Isso precisa ser repetido, pois lhe recai uma culpa absurdamente injusta por aquela derrota. Um peso tirado de seus ombros somente após a morte, e ao custo do 7 x 1. 

Fora isso, circula pela internet que Barbosa teria começado sua carreira profissional como ponta esquerda no Comercial da capital paulista. Nossa equipe tentou encontrar evidências sobre isso, mas não encontrou nada nos relatos de jogos dos principais jornais de São Paulo entre 1940 e 1942. 

Todos os textos que falam disso na internet são muito parecidos. Nossa suposição é que são replicados sem uma devida checagem. 

Porém, o que pode ter acontecido de fato estaria num relato da Revista do Esporte 191, publicada em 1962. Também não localizamos a revista, mas um blog cita o texto que atribui a Barbosa um relato de ter jogado como ponta-direita na várzea de São Paulo, por um time chamado Almirante Tamandaré. Seu cunhado Zé Santiago era técnico. Seus irmãos Mário e Armando, atacantes.

Nesse mesmo time, Barbosa teria se tornado goleiro por acaso. O titular teria sumido no dia de um jogo contra o EC Estrelas, pelo campeonato da Liga Comercial. Santiago, como um bom cunhado, mandou Barbosa para o sacrifício. O goleiro obedeceu contrariado, mas fechou o gol e viu sua chance.

FONTE: REVISTA BARBOSA