Documentário sobre Carlos Imperial revela gênio mentiroso que revolucionou a MPB

Documentário sobre Carlos Imperial revela gênio mentiroso que revolucionou a MPB

Leonardo Rodrigues

Ele fez os Beatles gravarem “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Rodou e deu entrevistas sobre um filme baseado em um conto do italiano Pier Paolo Pasolini. Trocou tabefes ao vivo com Erasmo Carlos em um programa da Rádio Bandeirantes. E, como se não bastasse tudo isso, deu em primeira mão a “notícia” de que o ator Mário Gomes estava em um hospital sofrendo com uma incidental cenoura enfiada no ânus.

Famosas, algumas com status de lenda urbana, as mentiras de Carlos Imperial entraram para a história e agora viraram filme: “Eu Sou Carlos Imperial” documentário que, por uma ironia que é a cara do biografado, estreia no festival “É Tudo Verdade”, no próximo domingo (12).

Cafajeste, cínico, mulherengo e grande marqueteiro, Carlos Eduardo da Corte Imperial ficou conhecido como o apresentador de TV que fecundou a Jovem Guarda e lançou nomes como Roberto Carlos, Elis Regina, Tim Maia e Wilson Simonal. Mas ele foi muito mais: ator, compositor, dramaturgo, jornalista, cineasta, político e mentor intelectual do estilo musical “Pilantragem” —embora negasse, afinal “intelectual não come ninguém”.

Com a câmera na mão, era um diretor instintivo, que dispensava roteiros, autroproclamava-se o “Orson Welles brasileiro” —um Orson bem mais pornográfico. É dele também a autoria (termo talvez um pouco “forte”) da entonação clássica do anúncio das notas na apuração das escolas de samba, que até hoje persiste. Gênio exêntrico para uns, picareta oportunista para tantos outros. Assim era Imperial, (quase) sempre um sinônimo de sucesso.

“Ele era tudo isso, sim, um multitalentos, mas costumo defini-lo como um grande ficcionista. Um cara que criava histórias e personagens para ele e para outros artistas”, conta ao UOL Ricardo Calil, um dos diretores do doc. “Às vezes colava, às vezes, não. Ele inventou o Roberto Carlos como cantor de bossa nova, e não deu certo. Tentou fazer da Elis Regina uma cantora de rock, também não rolou. Dando certo ou não, era um criador em todos os sentidos. Admirava muito o Colonel Tom Parker, promotor do início da carreira do Elvis, que fazia tudo o que fosse necessário para ter sucesso.”

Fonte: Uol Entretenimento

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Sou Professor, Escritor e Poeta. Estudo Música e faço algum barulho com minha guitarra, a Clementina. Já publiquei quatro livros de poesias. Pretendo lançar mais, pois já tenho mais poesias prontas. Algumas delas estão publicadas aqui no Bloginforma. Criei recentemente (jul/2019) um perfil no Twitter: @EltonCa20982408

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